Fim do mundo
quarta-feira, setembro 29, 2004
Belo Horizonte Paralela
1ª PARTE

[Primeira História]

Ao descer do ônibus, antes de colocar os pés na rua, uma senhora tem o seu colar -- que usa há anos, com todo o carinho, já que foi um presente do falecido marido -- roubado. Dois malditos pivetões (para mais informações a respeito da estirpe http://my.fotolog.net/edit_photo.html?pid=5722847) andam tranqüilamente junto do meio fio, arrancam o colar do pescoço da senhora e continuam a sua caminhada pelo centro da cidade.

Lembrei-me de "Capitães de Areia" -- "Eles são os verdadeiros donos da cidade."

[Segunda História]

Duas senhoras entram no ônibus. São amigas e serão tratadas como 1ª velhinha e 2ª velhinha.

1ª velhinha, junto da roleta do trocador: só um minutinho, que já vou pegar o seu dinheiro, meu filho.
2ª velhinha, logo atrás da primeira: aqui, trocador, cobre as duas passagens.
1ª velhinha: você vai pagar pra mim?
2ª velhinha: vou. Você é muito lenta. Nem aparenta a idade que tem...

A primeira passa pela rolata e já procura por algum lugar lugar pra sentar. A segunda, antes de passar, conversa com o trocador.

2ª velhinha: qual a idade mínima para se sentar aqui na frente?
Trocador: 65
1ª velhinha: anda, menina. Não! Você é muito nova ainda. Pode ficar de pé, porque aqui só tem lugar pra uma...

[O negócio é o seguinte]

As duas histórias são verdadeiras. As duas foram presenciadas por mim, ontem, no final da tarde, enquanto o ônibus que tomei para ir visitar um amigo parou ao lado do PSIU da Praça Sete.

A primeira história faz parte da Belo Horizonte real.

A segunda, da Belo Horizonte Paralela.

As duas cidades co-existem. Elas estão aqui e agora. E a Belo Horizonte real deve ser destruída.

[Acertando os ponteiros]

Há algum tempo postei aqui um pequeno texto com as minhas impressões de Belo horizonte. Não tem porque ser hipócrita: essa cidade não é o lugar que eu mais gosto no mundo. E nem o Condado é, antes que você suponha errado. Na verdade, ainda não encontrei um espaço pra chamar de meu e duvido muito que encontrarei antes de visitar Londres... mas isso é outra história. Fato é que Belo Horizonte já me deu alegrias diversas. Eu assisti aos Ramones tocando ao vivo lá no parque da Gameleira (vou repetir pra mim mesmo, porque amo isso, EU VI OS RAMONES TOCANDO AO VIVO), meu pai viu o Willie Nelson lá no Palácio das Artes, minha mãe viu o Caetano Veloso e ambos viram o Buena Vista Social Club. Em BH -- única abreviação válida, porque "Belô" é imbecil --, encontrei grandes amigos, me formei, tomei a minha cota de porres e até conheci algumas garotas ao longo do caminho. Tenho débitos para com Belo Horizonte, por mais que odeie admitir isso, o que me fez criar Belo Horizonte Paralela.

Belo Horizonte Paralela é a Belo Horizonte onde eu quero viver.

Belo Horizonte Paralela é meu mundo ideal, é a BH do mundo das idéias -- se preferir --, onde a maior parte da cidade é "faz de conta" porque é fruto da minha realidade, do que eu penso que poderia ser a BH ideal.

O que me faz acreditar na Belo Horizonte Paralela são as velhinhas zoando uma a outra, mesmo durante um assalto, o sorriso da vizinha que dá bom-dia, o porteiro que me chama de artista -- porque ele chama todo mundo de artista -- e outros vários episódios que pontuam o dia de felicidade. Acontece que na BH Real, a felicidade é heresia e se dizer feliz é ser ingênuo, adolescente ou pior, inocente. Tantos rótulos e veja só, nenhum deles me interessa. Se fosse parar pra me importar com rótulos não teria feito faculdade de comunicação, nem teria criado a BH Paralela.

"Mas esse papo de BH Paralela é utopia". Sim, é. Utopia é onde se quer chegar. Se não existe objetivo, não existe porquê começar. Lembro-me de Rubem Alves, "o importante é a objetividade". Ora, eu trabalho em função de algo melhor do que existe agora, se o agora não me agrada. O importante nessa última afirmativa é "trabalho em função de algo melhor". Não vivo na utopia, mas vivo tendo ela como meu norte. Isso não significa pegar bandeira e sair gritando pelas ruas do centro. Quem discute gritando, perde antes de entrar na briga. Significa saber se existe algo contra o que lutar, ou se você é só mais um revoltado com "tudo o que está ai" e nem sabe se há algo que realmente te atrapalha. Se existe, então tá na hora de combater. Faca nos dentes e espírito de luta. "Uma vez mais às trincheiras, meus irmãos".

Por que isso tudo?

Porque "não quero morrer no mesmo mundo em que nasci", porra. É só isso! Não quero morrer no mesmo mundo em que nasci.

Então eu vou empurrar essa cidade antes de ser empurrado por ela. Vou olhar pra ela de dentes cerrados, espumando, com ódio e insensatez, antes de mijar nas suas ruas e escrever meu nome em algum lugar dela pra mostrar que é minha.

É esse tipo de atitude que é preciso para viver na BH Real e eu detesto isso.

A BH Real adora.

Fim da Parte 1
posted by Leandro @ 10:40 PM   0 comments
segunda-feira, setembro 27, 2004
Vítima
[Corrigindo]

A frase que abre o último post: "Deveria voltar ontem, mas não deu. Quem se importa? Ninguém visita esse blog no Fim do Mundo mesmo" pode ter uma conotação não desejada. Como percebi isso depois de ter postado, acabou ficando assim mesmo.

O negócio é que ela pode ser interpretada como uma reclamação, uma forma de me colocar como vítima, de sucitar expressões do tipo "tadinho, ninguém visita o blog dele, vamos deixar comentários aqui pra ele ver que alguém se importa". Se você se importa ou não com o que escrevo o problema (ou a solução) é seu. Ouvir -- e ler -- comentários felizes e elogios é bom? CLARO! Mas não é vital. E fazer o papel de vítima do mundo é a coisa mais fácil que se pode fazer. Você se senta "no trono do seu apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes" e diz como a vida é injusta, como tudo conspira contra, que sua unha do pé está doendo e que nada vai melhorar. Amigo, se você pensa assim, você precisa de um chute no saco (para mais informações a respeito dos poderes de chutes no saco, visite http://www.fotolog.net/damasceno/?pid=8567042).

O fato é que não gosto de quem se faz de vítima e não queria, nunca, ser mais um dos que gostam de reclamar de tudo e não fazem nada. E era isso que a frase citada no primeiro parágrafo estava conotando. Esclarecido essa situação, vamos em frente, porque quem fica parado é imbecil.

[Luthien_Lee]

Já recomendei esse fotolog antes, mas pouco tempo depois ele foi desativado. Bem, a menina -- de nome verdadeiro Lígia -- voltou a escrever coisas legais por lá. Visitem, leiam o que ela escreve, e deixem mensagens bonitas pra ela.

http://www.fotolog.net/luthien_lee

[Futuro]

Amanhã (talvez) começa uma série de posts diferentes por aqui. Venham visitar, coisas interessantes vão aparecer nessas linhas -- talvez até um desenho ou dois pra quebrar o gelo.

Abraços,
Leandro
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quarta-feira, setembro 22, 2004
Voltando
[Atrasado]

Deveria voltar ontem, mas não deu. Quem se importa? Ninguém visita esse blog no Fim do Mundo mesmo.

Então eu sigo escrevendo as coisas que penso no meio da noite, destilando idéias desconexas enquanto mantenho a minha sanidade. Manter a sanidade pode até ser bom, mas sempre me lembro de um ditado árabe que diz "ao menos uma vez por ano é permitido enlouquecer". Acreedito que no dia de enlouquecer do indivíduo é que ele se veste de bomba e sai pra matar o maior número possível de pessoas. Por isso é que o ditado diz "uma vez por ano". Uma segunda vez significaria ter que voltar dos mortos, o que ainda não é possível...

Se me perguntar, é muito pouco. A necessidade de enlouquecer, de deixar as rédeas ao vento e cavalgar pra sempre, faz parte de viver nesse mundo. E num tempo que preza tanto o politicamente correto, ser maluco nem é assim tão difícil. Meu irmão mais novo é considerado louco por muitos por acreditar na bondade dos homens e que se você tratar bem, será bem tratado em retorno. Não é possível começar a imaginar o tanto de gente que não acredita nisso, que acha que ser "esperto" (malandro) é o certo e que a vida é uma caminho para nos tornarmos cada vez mais maus e duros. Quer saber a verdade? Pode até ser! Não me importo se for assim. Eu nunca fui de seguir o que o mundo ditou de qualquer maneira. Quando decidi colocar o nome de Fim do Mundo pra esse blog era nisso que eu estava pensando, nessa coisa de tudo estar tão errado (do meu ponto de vista) que o fim é logo ali na esquina. Além disso, a idéia de ir passear no fim do mundo sempre me foi agradável.

O que posso afirmar é que vou lutar até o último dia de vida para que eu não tenha que me tornar ainda mais seco do que já sou, não vou me curvar e fazer parte desse tempo cinza no qual vivemos e nem vou deixar de sorrir de vez em quando, porque é assim que me ensinaram a viver.

Ensinaram-me também um monte de outras coisas, que ficam para um próximo post.

Essa ilustração não tem muita coisa a ver com o que escrevi, mas o som de uma gaita bem tocada é sempre trilha sonora ideal para devaneios.

E esse é especial porque é dedicado à Kelly.



Abraços,
Leandro
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segunda-feira, setembro 20, 2004
Volte na Terça-Feira
[Parado]

Não tenho atualizado porque estou aqui no Condado, onde, como era de se imaginar, tenho permanecido bêbado a maior parte do tempo.

E isso é bom!

Volto na Segunda de noite. Terça tem post novo, então. Talvez até algum desenho para acalmar a alma dos velhos bastardos.

Abraços,
Leandro
posted by Leandro @ 1:20 PM   0 comments
quinta-feira, setembro 16, 2004
1, 2, 3 ,4
Desculpa postar outra coisa na frente da festa da Indústria antes da hora, mas esse blog está de luto.







Até mais.


...
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A industria
[Get the Balance]
Mais uma da sesssão: mantendo a palavra. Como eu disse, tá aqui um flyer da festa quinta-feira (hoje) 16 de setembro, lá no Matriz.

Vai bombá, doidin!



Abraços,

Leandro
posted by Leandro @ 1:20 AM   0 comments
domingo, setembro 12, 2004
Belo Horizonte

[Belo Horizonte]

Hoje eu fui ao Pátio Savassi. Pra quem não conhece, o Pátio é o novo shopping center da cidade. Recém-inaugurado, ainda com partes sendo construídas, o Pátio abriga lojas das mais variadas espécies, possui uma praça de alimentação respeitável, livrarias, cafés, é amplo, limpíssimo, corredores espaçosos e quase sem teto, o que contribui para que o seu nome faça sentido.

É um lugar incrível.

Foi construído com a intenção de agradar tanto ao seu público-alvo específico, que se você não faz parte desse público é quase obrigado a deixar o lugar. O Pátio expulsa quem não é moldado para estar lá. Porque tudo no Pátio é moldado, pré-fabricado, tudo é feito e está colocado de tal maneira que não exista lugar para subjetividade. As pessoas que estão lá se esforçam tanto para serem “diferentes”, “revoltadas” que se preocupam mais com a aparência do que aquelas contra quem elas estão se revoltando, e parecem fazer parte da paisagem, o que torna tudo um grande museu de cera. Essa idéia é acentuada pelos funcionários, que são tanto parte das lojas quanto os manequins das vitrines, tão espirituosos quanto, tão estáticos quanto. A atmosfera do lugar é irrespirável. È de tal maneira estéril que nem um casal de ninfomaníacos copulando no chão do lugar poderia procriar, mesmo que não tivesse que se alimentar ou dormir.

O Pátio Savassi é claustrofóbico, impossível de se tornar um lugar agradável para quem não se mistura com a pintura das paredes. No entanto, o lugar é incrível. O Pátio é o que você quer. Ele é a materialização de todos os seus sonhos e a razão do seu trabalho. Você se esforça para chegar até o Pátio Savassi e para ser o que o Pátio exige que seus clientes sejam.

Porque o outro lado da moeda, onde é possível respirar oxigênio não condicionado, tem-se que desviar dos mendigos que pedem esmola, deitados na calçada. Em frente á Igreja São José, casais são assaltados por pessoas que usam o medo como única arma. Na rua Sergipe, um bando de moleques diz que “marcou a sua cara” te obrigando a andar olhando pra trás pra sempre -- ou desenvolver um terceiro olho. Na rua da Bahia, assaltantes te mandam não correr e passar tudo o que você possui. Na praça Sete, loucos com gargantas de megafone rezam berrando tanto que só é possível pensar que o Deus deles é surdo. Na periferia, bandidos trocam tiros com a polícia e a população de um bairro inteiro acha normal entrar no ônibus sem pagar somente porque eles podem. Uma antiga colega de classe é morta no Prado, em frente à sua casa depois de ser assaltada, não reagir e entregar tudo o que tinha para os assaltantes. No Santo Antônio, ao chegar em casa, pessoas descobrem que suas casas foram roubadas enquanto elas estavam almoçando com parentes ou saíram de férias, depois de trabalharem por meses para juntar o dinheiro necessário e viajar. No centro da cidade, milhares de pequenos furtos acontecem a cada dia. O mendigo que vive à porta do prédio onde funcionava um banco fechado pela justiça, tem seu sol matutino roubado pela banca de revistas construída em frente ao local onde dorme há mais de dez anos. Num prédio abandonado na região dos hospitais, um pobre viciado morre de overdose e é encontrado pela sua mulher grávida, deixando pra ela o trabalho de carregar o corpo e retirar a seringa ainda presa no braço coberto de feridas. Na praça Raul Soares, a matilha limpa vidros de carros, mesmo que os donos dos veículos não queiram, e pedem trocados em retorno. Por toda cidade, meninos e meninas vendem balas clandestinamente em todas as linhas de ônibus, mesmo que ninguém compre, já que os passageiros entraram sem pagar...

Blade Runner ensinou que, no futuro, as cidades serão lugares de depravação, catástrofes, desordenadas emaranhados de construções que se empilham, com sete milhões de desabrigados. E parece que estamos correndo para que esse cenário se concretize, acreditando que assim -- numa cidade morta -- estaremos no futuro. Porque tanto Blade Runner quanto Pátio Savassi são exemplos de lugares mortos. Não existe vida nesses lugares. Pelo menos não vida de verdade, não existe sangue correndo nas veias desses lugares, não é possível beber desses lugares.

Nesses lugares a cidade não existe de verdade, mas são nesses lugares que moram os habitantes que fazem ela funcionar.

É onde Belo Horizonte respira.

Eu respiro junto com ela.


[Recomendações]
Ouçam Live at Benaroya Hall, do Pearl Jam; leiam Sin City, de Frank Miller; visitem http://www.casademusica.uaivip.com.br/ -- esse site é obra do meu irmão.

posted by Leandro @ 7:15 PM   0 comments
quinta-feira, setembro 09, 2004
Festa
[A festa nunca termina]
Promessa é dívida. Tá aqui o flyer da festa. Sábado agora, no Matriz. Vamos lá pra incentivar o movimento anti-poprock.

Muita música anos 80, desde Cazuza até Depeche Mode e Billy Idol, tudo ao vivo. Sorteio de algumas cortesias para o show da Industrya (16 de Setembro, também no Matriz, aguardem mais informações aqui mesmo) durante o evento.

E viva o movimento anti-poprock!



posted by Leandro @ 10:04 PM   0 comments
terça-feira, setembro 07, 2004
Aguardem
Estou ocupado.

Voltem mais tarde.

Abraços,
Leandro
posted by Leandro @ 10:24 PM   0 comments
sábado, setembro 04, 2004
Fluxo de consciência
[Internet]
Tem um bocado de amigos meus colocando seus pensamentos na net agora.

De formas diferentes, as pessoas estão se conectando e fazendo agora, no Brasil, o que já foi feito há anos em outros países, que é colocar as suas idéias pra fora da solidão das suas mentes. Isso tem vários significados. Um deles, talvez o mais forte, seja a evidência de que a internet trouxe de volta uma forma de comunicação vitoriana, a linguagem escrita. Pode parecer pouco, mas é algo notável. Ao mesmo tempo, a própria net trata de diminuir o valor dessa mesma linguagem. Ou melhor, a net não. Temos que culpar os ImBEciS QuE EsCreVem asSiM, outros tantos que possuem nicks do tipo GOTOSO25 e todas essas pessoas cujo vocabulário começa e termina com **haeiouahaeiou xp**. Essas mesmas pessoas, quando fizerem uma reclamação via e-mail e não forem levadas à sério (pois elas mesmas são as responsáveis por fazer essa mídia se tornar cada vez menos confiável), serão as primeiras a reclamar em letras capitulares (mais ou menos capitulares) como empresa X não sabe tratar os seus clientes. Elas se arrependerão quando a ficha cair, pode ter certeza.

A linguagem escrita foi o que fez o mundo se mover, lá nos tempos paleolíticos, quando, acredite, não existia internet, e-mails, palm-tops ou qualquer outra palavra em inglês para acrescentarmos numa próxima versão do nosso dicionário. Escrever significa dizer o que se pensa. E isso não é só falar de como foi seu dia, como a chuva te pegou no caminho de volta pra casa, ou como seu namorado te fode (ou deixa de). É escrever para aqueles que mandam num país e dizer que o governo deles é uma merda, ou que é uma beleza - dependendo do seu ponto de vista. É reivindicar atendimento melhor em determinada empresa, produtos melhores, histórias em quadrinhos menos repetitivas... Isso não é ser reclamão, é ser contestador e realmente tentar mudar alguma coisa.

[Mudanças]
Talvez eu só diga isso tudo porque sou num tanto visionário (de vez em quando) e acredito que, se nos unirmos em um objetivo comum - do tipo: daqui pra frente os saquinhos de jujuba serão 90% de jujubas vermelhas - nós realmente conseguimos atingir esse objetivo. Ou talvez seja a minha sede de mudança constante, que faz com eu pense em alterar o estado natural das coisas a cada dez segundos, o que me impulsione a escrever esse tipo de "declaração". Alguns amigos, que têm mais fé do que acho propriamente saudável, dizem que é por causa do meu signo. "Geminiano é assim mesmo, pensa em uma coisa agora e logo depois pensa em outra totalmente diferente" -- é o tipo de frase que escuto com freqüência. Bem, não me incomoda tanto assim, mas me faz ter a certeza da máxima "quem muito critica, pouco faz". Nessas horas eu costumo pensar com meus botões: "vá em frente, seu pequeno bastardo e mostre pras garotas como você entende o significado dos signos. Isso é o mais próximo que você vai conseguir chegar de qualquer uma delas, de qualquer maneira". No fundo, pra falar a verdade, eu apenas discordo deles e aceito o fato de estar em constante trânsito -- tento assim, utilizar essa característica ao meu favor. Nem que seja deixando textos corridos, escritos na madrugada, num cantinho do Fim do Mundo.

Você deveria fazer o mesmo.

[Recomendações]
www.fotolog.net/analog -- é o 1º fotolog da banda Enjoy, daqui de BH. Eles tocam techno-pop anos 80 e são meus amigos, então, quando passarem por lá, digam que foi porque eu mandei. Talvez assim eles me dêem alguns ingressos de graça pra futuros shows.
www.fotolog.net/get_balance -- é o segundo fotolog da banda. Aguardem flyers digitais de divulgação aparecendo por aqui na semana que vem.

Abraços,
Leandro
posted by Leandro @ 1:44 PM   2 comments
quinta-feira, setembro 02, 2004
Injustiças
[Puto]
Estou puto com um monte de coisas. Sim, eu fico puto fácil e sim, eu estive bebendo, mas ainda assim, tô puto.

Hoje fui colocar uma carta no correio e, do nada, alguém tentou invadir a agênica (não me pergunte como, já que o lugar é de livre acesso) e o guarda foi obrigado a descer o cacete. Mal tinha saído de casa e uma briga no centro da cidade, com cacetetes voando e lindas palavras de amor trocadas entre o guarda e o invasor. Esse último, é preciso admitir, dono de uma criatividade ímpar para inventar palavrões e no pouco tempo que ficou gritando à porta da agência dos correios, no mínimo, destilou um dicionário de impropérios.

À noite, coisa de uma hora atrás, voltando pra casa, vejo um assalto acontecendo. O policial que estava por perto também viu e já saiu em disparada atrás do maldito pivete filhadaputa. Quando estava quase pegando o desgraçado, o policial - numa típica cena de comédia pastelão - cai e rola pela calçada, indo parar lá no meio da rua, enquanto o maldito pivete filhadaputa foge com o celular recém adqüirido.

Duas coisas:

1 - Antes que alguém venha me encher com um monte de justificativa marxiana para a situação da pobreza e como as classes mais baixas são obrigadas a procurarem a vida marginal e etc., pare. Não faça isso. Venha morar no centro de BH durante alguns meses e depois a gente conversa. Quem está longe da marginalidadde não sabe como ela age e não tem idéia de que é olhar no olho de uma pessoa e saber que ela está longe de se recuperar. Se você não se encontra nessa posição, calaaboca. Você não sabe do que está falando.

2 - Eu tenho a porra de um blog agora e posso falar o que quiser.

Meu nome é Leandro Damasceno, porra.

Isso é tudo o que você precisa saber no momento.

[Recomendações]
http://www.fotolog.net/mrbojangles/ - o garoto tem 16 anos e desenha assim. Não é mentira. Todos os desenhos da esquerda são dele. Se passarem por lá, digam coisas bonitas.
http://fotolog.terra.com.br/mousepro:6 - todos os desenhos aqui são feitos no mouse (não no tablet) e no paintbrush. O Dudu é louco, mas quem se importa? Ele desenhou um cachorro porque eu pedi, então passem por lá e digam que ele desenha chachorros como ninguém.

Abraços,
Leandro
posted by Leandro @ 9:48 PM   1 comments
quarta-feira, setembro 01, 2004
Retomando
[De volta]
Voltei na segunda-feira da terra santa - que de agora em diante será somente referida como "condado" - e já mergulhei em trabalho e mais trabalho. Ontem entreguei o que estava encomendado e hoje é dia de começar outras coisas. É assim que se faz, não? Sempre terminando e recomeçando.

Oroborus e essas coisas todas.

Qualquer dia desses a maçonaria vai falar que o oroborus é um símbolo deles. Por que não? Eles já roubaram todos os outros símbolos ancestrais do mundo...

[Orkut]
Falando em maçonaria, lembrei-me desse tal Orkut, que é algo tão fechdao, mas tão fechado, que já tem mais membros que o fotolog.

Só entra se for convidado...

Se você não foi convidado, aguarde cinco minutos e confira seu e-mail novamente. Acredite, um convite para que você também entre nessa comunidade fechadíssima está te esperando na esquina.

[Segredos]
Não sou muito fã disso, coisas secretas, escondidas ou por baixo dos panos, como dizemos por aqui. Por isso sou a favor de software livre, copy left e inclusão digital.

Não sou a favor de exclusividade. Quando eu ia à Justiça do Trabalho devolver processos para o meu pai, sempre era obrigado a ver o rosto nojento de juízes e juízas que subiam sozinhos pelo elevador exclusivo, enquanto nós, pobres mortais responsáveis pelo pagamento dos salários deles, estávamos relegados aos elevadores "comuns", inevitavelmente lotados. Esses elevadores ainda estão lá...

Tem que ser de graça, de domínio público, na praça da Matriz e sem cordão de isolamento.

Enquanto essa Era não vem, vamos todos comprar, por todo o dinheiro do mundo, uma roupa ridícula para pularmos carnaval na rua.

Você não adora o cheiro do capitalismo pela manhã?

[Companheiros]
Justiça seja feita, achei que estaria a maior parte do tempo bêbado lá no condado, mas tenho que confessar que passei momentos muito bons e tive ótimas conversas, que foram, no mínimo, esclarecedoras, e espero voltar em breve para continuar alguns assuntos que ainda não estão acabados.

Abraços para os amigos Marcos Luís e Aléssio Vasconcelos, pela amizade eterna e pelas conversas absurdas. Essas são as melhores.

Três vivas para a mulher mais linda do mundo, que merece toda a felicidade que se apresentar em seu caminho. Obrigado pela visita em BH.

[Recomendações]
http://www.vhemt.org/pindex.htm - vá e dê algumas risadas.
http://ubbibr.fotolog.net/luthien_lee - depois que você ver todas as fotos dela duas vezes pra ter certeza de que a moça é tão bonita quanto aparenta, leia os textos. Esse sim são pérolas de verdade.

Abraços,
Leandro
posted by Leandro @ 5:20 PM   0 comments
é aqui onde começa.
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About Me: Nasci em Formiga-MG, moro em BH. Formado em publicidade e propaganda pela PUC-MG, mestrando em comunicação social.
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Aqui é Leandro Damasceno, reportando da Terra. Está tudo em paz aqui, câmbio? Estou testando widgets, ok? Câmbio Final.

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